Quando estamos no sonhado terceiro ano muito se fala sobre a escolha da profissão. Testes vocacionais, palestras com psicólogo, feira das profissões. E, aí chega o bendito vestibular e entre as inúmeras opções de curso você precisa escolher apenas um. E eis que muitos (como eu) optam pelo bendito jornalismo.
Sai o resultado e você é aprovado. A partir daí vem as desilusões que todo grande relacionamento tem... as pessoas na rua acham (obviamente) que você vai para a TV; se você fala que quer ser assessor, poucos sabem o que é.
Bom, começa a faculdade. A partir daí você entende que a deadline é sua maior inimiga, que fontes nem sempre são solícitas, que a cidade é muito maior do que a região que você habita. Dormir ou apenas cochilar?Talvez em pé no buzu dê para fazer a segunda opção. É queridos, bem-vindo ao jornalismo! O curso onde glamour é só ideológico e a palavra de ordem é persistência.
Bom, estando eu cansada por ter dormido altas da madrugada para fazer uma matéria que nem concluída está, lembrando os textos que ainda tenho que ler e a entrevista que tenho para fazer, a qual minha fonte nem respondeu meu e-mail ainda, passei a comparar a minha amada profissão com o nobre sentimento amor: acho que só ele pode ser tão similar à minha profissão, justificando assim tal escolha. Escrever, ser lido, ganhar prêmio e ser jornalista supera todas as dificuldades que rondam nossa vida acadêmica e profissional. E reafirmo, para calouros, veteranos e profissionais já formados creio que concordem comigo... se for pra escolher jornalismo, ame-o. Caso contrário, mude de curso.
Por fim, concluo com a citação de Calebe Lamonier que diz: "Jornalismo é como se fosse um fio, que liga as pessoas ao mundo". Sejamos isso, caros colegas, o elo entre as pessoas e o mundo e nos esforcemos para fazermos isso da melhor maneira possível.
Obs: relatos de uma jornalista em formação.