#Segue o som#

domingo, 1 de dezembro de 2013

E eis que tenho dito: só de amor vive o jornalista

Quando estamos no sonhado terceiro ano muito se fala sobre a escolha da profissão. Testes vocacionais, palestras com psicólogo, feira das profissões. E, aí chega o bendito vestibular e entre as inúmeras opções de curso você precisa escolher apenas um. E eis que muitos (como eu) optam pelo bendito jornalismo.
Sai o resultado e você é aprovado. A partir daí vem as desilusões que todo grande relacionamento tem... as pessoas na rua acham (obviamente) que você vai para a TV; se você fala que quer ser assessor, poucos sabem o que é.
Bom, começa a faculdade. A partir daí você entende que a deadline é sua maior inimiga, que fontes nem sempre são solícitas, que a cidade é muito maior do que a região que você habita. Dormir ou apenas cochilar?Talvez em pé no buzu dê para fazer a segunda opção. É queridos, bem-vindo ao jornalismo! O curso onde glamour é só ideológico e a palavra de ordem é persistência.
Bom, estando eu cansada por ter dormido altas da madrugada para fazer uma matéria que nem concluída está, lembrando os textos que ainda tenho que ler e a entrevista que tenho para fazer, a qual minha fonte nem respondeu meu e-mail ainda, passei a comparar a minha amada profissão com o nobre sentimento amor: acho que só ele pode ser tão similar à minha profissão, justificando assim tal escolha. Escrever, ser lido, ganhar prêmio e ser jornalista supera todas as dificuldades que rondam nossa vida acadêmica e profissional. E reafirmo, para calouros, veteranos e profissionais já formados creio que concordem comigo... se for pra escolher jornalismo, ame-o. Caso contrário, mude de curso.
Por fim, concluo com a citação de Calebe Lamonier que diz: "Jornalismo é como se fosse um fio, que liga as pessoas ao mundo". Sejamos isso, caros colegas, o elo entre as pessoas e o mundo e nos esforcemos para fazermos isso da melhor maneira possível.

Obs: relatos de uma jornalista em formação.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

"É estagiário, tudo estagiário"

Ontem me vi diante de um comentário tão infundado, que preferi apenas ouvir e tentar analisar o que poderia tirar de lição daquela humilde fala.
No Detran, um senhor ao esperar pela sua vez (julgando ele ter prioridade no atendimento e ela não lhe foi concedida) começou a relacionar o comportamento das atendentes, visto que não era como o que ele esperava, com o de um estagiário.
Então, eu, uma mera estagiária, parei a pensar: não teria eu importância no meu ambiente de trabalho? Quantos estagiários, principalmente na área de saúde, trabalham tanto quanto os profissionais já formados? Quantos desses senhores possuem firmas e contratam estagiários para reduzirem seus custos?

Realmente é uma lástima a visão que grande parte da sociedade tem dos estagiários. Sem o estágio, dificilmente as pessoas podem vir a se tornarem bons profissionais e a involução social tenderá a ser maior.
Estagiários, uni-vos! Mostrai-nos nosso valor e continuemos a exercer nossa função da melhor maneira que nos cabe, para que certos pensamentos como o de que 'a culpa é do estagiário' comecem a ser desmistificados.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Silêncio, não mais.

A cidade está em chamas, o povo clama: o gigante acordou. Mas será que acordou mesmo? Se não acordou, ao menos despertou do sono profundo que vivia.
Diante dos últimos dias, me ponho da minha janela para olhar e assimilar tudo que tem ocorrido. Apoio e desconfio, parabenizo e entristeço. Os sentimentos paradoxais são de grande valia neste momento, uma vez que o indivíduo deve está em constante evolução.
Alegro-me em ver a juventude alerta, que não quer só a política do pão e circo, com propostas e discursos falaciosos mas, também preocupa-se com um país mais justo e,  de fato, de todos. Em contra partida, desconfio dessa grande multidão, que em muitos casos nem tem um porquê de lutar, e se atrevem a estarem manifestando... esses, para mim são uma grande lástima. Pessoas que apenas estão nos protestos por conta de uma mediatização do mesmo, sem ao menos entenderem o caráter transformador que tudo isso possui.
É, caros amigos, o #vemprarua dominou o Brasil e nunca vi um jingle tão propício para tais festividades. O povo está nas ruas, bem como foram convocados, e estão clamando por tudo que a muito tempo esperamos. 
E, agora José? A festa acabou ou só começou? 
A resposta é de vocês.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Vontades

Hoje me bateu uma nostalgia, daquelas que invadem o nosso ser e nos trazem um sentimento que não tem muito fundamento. Sente-se uma vontade estranha (sabe Deus do quê), daquelas que nos estressam e nos fazem desatinar durante todo dia.
Enfim, creio que o momento salvífico do meu dia é a pausa para escrita. Sem dúvidas expor o que se sente, mesmo que ainda seja algo indefinido, liberta e nos tira do cárcere que nós mesmos criamos. Vontades, desejos, sonhos... enfim, tudo no plano subjetivo que só posso sintetizar através de palavras.
Por vários momentos de minha vida comentei uma frase que concordo até hoje: por mim, o mundo seria feito só por palavras e essa é a certeza mais verdadeira que tenho até hoje. Através das articulações delas o poder é legitimado, os sentimentos são passados e muitos fatos são dissertados. Enfim, meu calmante são elas, palavras.

Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever
Clarice Lispector