#Segue o som#

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

É hora de sair de cena

Foto: Reprodução
No espetáculo da vida nunca se sabe quando as cortinas serão fechadas. Hoje, amanhã ou daqui a alguns anos...

A morte é o grande mistério vivido pelos humanos. Nunca se sabe como será que ela aparecerá - se para nós, para um amigo ou um familiar. Uma questão é certa: ela tarda, mas não falha.

Choros, sofrimentos e outros sentimentos vem à tona quando essa visita nada aguardada chega em nosso meio e o grande X da questão é: como proceder?

Lembro que no final do ano passado acordei com uma notícia trágica de que uma colega de infância faleceu após ter sido queimada. Tem dias que a ficha não cai que uma pessoa tão jovem nos deixou tão cedo (mesmo sabendo que idade não quer dizer nada).

Aí hoje, no meio do expediente, vem a notícia do desaparecimento do ator Domingos Montagner, e agora no início da noite a confirmação de sua morte. Quantos fãs de Santo não choram agora sua morte que não é ficção? Quantos agora não sofrem com a perda de seus entes queridos? Quantos agora não deixam seus sonhos e planos pela metade por que a morte os levou? Difícil responder a esses questionamentos, mas vivo sem entender o mistério da morte.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A Queda

Foto: Reprodução
Desde a infância, quando caímos sempre levamos algo de aprendizado. O tempo passa e na vida adulta não é diferente: as quedas costumam nos deixar mais atentos ao entorno, aos locais por onde pisamos e às situações da vida.

Era pra ser só mais uma terça à noite, onde habitualmente eu chego na academia, às 20h. Por ocasião dos congestionamentos soteropolitanos acabei chegando um pouco mais tarde. Mas, por ser véspera de feriado não deixei de ir (não gosto de ficar dois dias seguidos sem treinar).

Tudo seguia seu curso natural: cheguei, troquei a roupa e estava pronta para minha uma hora de suor e sofrimento. Até que um incidente destruiu com o meu treino noturno. Subi na esteira como sempre faço e ao tentar me equilibrar descubro que a esteira estava ligada - para minha sorte, em uma velocidade baixa. Não sabia o que fazer: se tentava me equilibrar, se gritava, se caía calada. Nesses 3 a 5 minutos de desespero uma colega começou a falar alto pedindo ajuda e dois colegas ajudaram a me levantar. Foi feio? Foi. Mas, feio mesmo foi analisar o descaso das pessoas. Os instrutores nem lembravam que eu existia, exceto uma que ficou bastante preocupada. Segundo ela, a culpada da situação foi uma aluna nova que não sabia manusear a esteira. As recepcionistas estavam conversando com grupo de alunas e apenas olharam como se nada estivesse acontecendo. E, ainda a culpada da situação por alguns fui eu, que não olhei se a esteira estava ligada.

Posso parecer redundante nos meus textos, mas o que ratifico a cada dia é que o ser humano está a cada dia se importando menos com o outro. Seja pela aluna nova que não pensou que eu ou outro aluno (a) poderia subir na esteira e se acidentar; seja pelos instrutores, que em sua maioria são estagiários, e nem se quer vieram saber o que tinha acontecido; seja pelo mundo que está ao avesso e cada um olha ainda mais pro seu próprio umbigo.

Disso tudo eu só agradeço por não ter sido algo pior e pelas poucas pessoas que na situação lembraram que eu era ser humano e precisava de ajuda.