#Segue o som#

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A dor do outro é a minha?

Temos sempre a mania de achar nossos problemas maiores que os das outras pessoas. Talvez isso seja inerente ao ser humano, vai saber! Mas uma postagem movimentou uma de minhas redes sociais essa semana e me deixou bastante intrigada.
Uma adolescente desapareceu e vários de meus colegas que a conhecem, ou conhecem um de seus familiares, compartilharam a imagem da menina nos seus murais. Ótima iniciativa! É maravilhoso dar apoio nesses momentos conturbados. Mas será que só essa essa menina foi desaparecida nos últimos dias?
O meu questionamento passa pela ideia de que muitas outras pessoas desaparecem em Salvador e nem sempre vejo compartilhamentos em minha timeline. Mas, a partir do momento que o (a) desaparecido faz parte de um determinado círculo de amizade, estes compartilharam a foto da pessoa.
É tão voluntária essa ação de solidariedade ao próximo que nem nos damos conta o quanto renegamos a dor daqueles que não são próximos a nós. Aqueles que não conhecemos, mas que também precisam de nossa ajuda, mesmo que seja só um post no mural. Esse texto não é uma crítica a essa boa ação feita por muitos de meus colegas, mas um aviso: olhe um pouco mais distante do seu redor. O mundo é tão grande e nele muitas pessoas precisam, muita das vezes, só do seu olhar.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Olhares da rua

Quando me perguntam por que escolhi o jornalismo sempre me deparo com uma grande dúvida. Eu não sei como foi, só sei que está sendo. Mas entre tantas coisas a se noticiar, eu gosto de gente. Falar de arte é bom, de lugares também, mas o que eu gosto é de conhecer histórias das mais variadas pessoas.
No meu itinerário diário passo por trechos da orla soteropolitana e uma dúvida me inquietava nos dias chuvosos: como vivem esses ambulantes? Será que trabalhar na praia é a única fonte de renda para eles? Quanto faturam?
A partir desses questionamentos, me uni ao colega Eduardo Bittencourt e percorremos o trecho Barra/Ondina para conhecer algumas histórias de ambulantes. De tudo que ouvimos, uma coisa é mais que certa: nenhum deles querem mudar de profissão! Mesmo com todas intempéries climáticas e financeiras, a alegria de estar ali todos os dias é o que os mantém firmes e felizes nos seus pontos.

Confira na íntegra:

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Um Brinde ao Amor

Senhoras e senhores os convido para um brinde. Um brinde ao amor. Mas não ao amor de casal, aquele que hoje está sendo tão comentado haja visto a data comemorativa. Não me refiro ao amor entre homem/mulher, mulher/mulher ou homem/homem. Claro que esses amores têm seu valor, mas hoje quero brindar ao meu amor, ao seu amor. Aquele que a gente guarda lá no fundo e às vezes se esquece que possui. Lembrou?
Eu penso que antes de amar o outro eu preciso me amar, me querer bem, me aceitar. Depois, o resto vem. Sei que muitos lerão esse post pensando que eu digo isso por que estou solteira. Mas a ideia não é essa.
Amar-se é um ato que muitas vezes esquecemos. É muito fácil falar ao parceiro que o ama, mas será que eu me amo na mesma medida? Estar com alguém é maravilhoso, mas será que eu gosto de estar comigo? 
Eita amor danado, mas necessário.
Nesse dia de tantas declarações, declara-se a si mesmo e perceba o seu valor e assim todos o notarão em você.
Tim tim!