#Segue o som#

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

A dor do outro é a minha?

Temos sempre a mania de achar nossos problemas maiores que os das outras pessoas. Talvez isso seja inerente ao ser humano, vai saber! Mas uma postagem movimentou uma de minhas redes sociais essa semana e me deixou bastante intrigada.
Uma adolescente desapareceu e vários de meus colegas que a conhecem, ou conhecem um de seus familiares, compartilharam a imagem da menina nos seus murais. Ótima iniciativa! É maravilhoso dar apoio nesses momentos conturbados. Mas será que só essa essa menina foi desaparecida nos últimos dias?
O meu questionamento passa pela ideia de que muitas outras pessoas desaparecem em Salvador e nem sempre vejo compartilhamentos em minha timeline. Mas, a partir do momento que o (a) desaparecido faz parte de um determinado círculo de amizade, estes compartilharam a foto da pessoa.
É tão voluntária essa ação de solidariedade ao próximo que nem nos damos conta o quanto renegamos a dor daqueles que não são próximos a nós. Aqueles que não conhecemos, mas que também precisam de nossa ajuda, mesmo que seja só um post no mural. Esse texto não é uma crítica a essa boa ação feita por muitos de meus colegas, mas um aviso: olhe um pouco mais distante do seu redor. O mundo é tão grande e nele muitas pessoas precisam, muita das vezes, só do seu olhar.