#Segue o som#

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

O som do pássaro

Realmente o carnaval é uma festa para todos os gostos e também para todos os sons. Mas pelo segundo ano consecutivo um pássaro tem ditado o comando no circuito Campo Grande. Só que essa ditadura tem um diferencial: é o poder do gueto!
Engomadeira e Cajazeiras foram alguns dos inúmeros bairros citados pelo cantor Igor Kannário durante sua passagem pelo circuito Osmar, na tarde desta segunda (08). Falar desse fenômeno do pagode baiano é reconhecer (mesmo para aqueles que não gostam) que o "Príncipe do Gueto" está reinando entre os seus seguidores. Kannário representou, pelo segundo ano consecutivo, a força que vem das periferias. O povo pobre, negro, que está sempre invisibilizado nos grandes veículos de comunicação, agora tem alguém que se importa e se identifica com eles.
Talvez muitos pensem que por gostar de pagode eu estou defendendo o Igor. Não! A proporção que ele vem tomando desde o carnaval de 2015 é enorme e isso se ratificou no arrastão de hoje. Mesmo quem tenta ignorar terá que aceitar: o Kannário é barril!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Xi...comi o jacaré!

Comemos carne de boi, de porco, frango. Mas jacaré? Estranho, hein!
Calma, leitor! Não fuja pensando que sou uma maluca devoradora de animais. Lá pelos quatro anos de idade, meu desejo todas as noites era que painho me trouxesse um jacaré pra que eu comesse. Mas jacaré? Que diabos de desejo!
Sim. Um jacaré,com camarão e muita salada. Será que você entende agora? O meu desejo infantil (que perdura até hoje) era por um ACARAJÉ. Mas a língua embolada e a inocência me faziam crer que o nome do bolinho apetitoso era jacaré. Que tempo bom!
Hoje, o bolinho não é mais jacaré a dieta não me deixa nem sentir o seu gostinho. Que chata essa parte de crescer, viu?
Tantas coisas vão sendo perdidas ao longo da vida adulta e a gente nota que tudo era tão mais fácil e bonito quando éramos criança. A simplicidade no olhar, as amizades desinteressadas, o amor puro. Como é difícil crescer sem perder a ternura...