Meus amigos mais próximos sabem que meu interesse no jornalismo é escrever sobre cidade. E hoje entendi o porquê desse desejo. Na cidade, emergem as mais variadas sensações, pessoas e casos pitorescos. E, sem dúvidas, há momentos urbanos que são dignos de serem relatados.
Hoje, no Campo Grande, sentei-me no banco para esperar pelo ônibus. Até que me deparei com uma senhora que me fisgou atenção. "Isso aqui é dinheiro, é livramento", bradava ela ao pegar um folheto de uma igreja evangélica que estava ao chão. A senhora estava indignada pelo fato das pessoas pegarem esses folhetos e jogarem fora, por que aquilo é palavra de Deus. Depois de tanta indignação, ela pôs o folheto por dentro da blusa, entre os seios.
Caros leitores, antes de qualquer coisa, eu tenho religião! Porém, discordo de certos comportamentos a respeito de práticas religiosas. Acho que as pessoas não devem se comportar enquanto massa, como pregava a Teoria Hipodérmica, diante do que a religião os impõe. Devemos ter criticidade e não sermos meros seres passivos diante dos dogmas que as religiões nos apresenta. Ao ver o comportamento dessa senhora imaginei o porquê que muitos líderes religiosos conseguem dinheiros e mais dinheiros de seus fiéis. Concordo que aqueles que desejam tenham sim religião, afinal, as vezes precisamos de uma força superior neste mundo. Porém, tudo tem seu limite, e o limite ente o céu e a terra é a razão!
Fiquemos atentos!
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