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| Foto: Reprodução |
Era pra ser só mais uma terça à noite, onde habitualmente eu chego na academia, às 20h. Por ocasião dos congestionamentos soteropolitanos acabei chegando um pouco mais tarde. Mas, por ser véspera de feriado não deixei de ir (não gosto de ficar dois dias seguidos sem treinar).
Tudo seguia seu curso natural: cheguei, troquei a roupa e estava pronta para minha uma hora de suor e sofrimento. Até que um incidente destruiu com o meu treino noturno. Subi na esteira como sempre faço e ao tentar me equilibrar descubro que a esteira estava ligada - para minha sorte, em uma velocidade baixa. Não sabia o que fazer: se tentava me equilibrar, se gritava, se caía calada. Nesses 3 a 5 minutos de desespero uma colega começou a falar alto pedindo ajuda e dois colegas ajudaram a me levantar. Foi feio? Foi. Mas, feio mesmo foi analisar o descaso das pessoas. Os instrutores nem lembravam que eu existia, exceto uma que ficou bastante preocupada. Segundo ela, a culpada da situação foi uma aluna nova que não sabia manusear a esteira. As recepcionistas estavam conversando com grupo de alunas e apenas olharam como se nada estivesse acontecendo. E, ainda a culpada da situação por alguns fui eu, que não olhei se a esteira estava ligada.
Posso parecer redundante nos meus textos, mas o que ratifico a cada dia é que o ser humano está a cada dia se importando menos com o outro. Seja pela aluna nova que não pensou que eu ou outro aluno (a) poderia subir na esteira e se acidentar; seja pelos instrutores, que em sua maioria são estagiários, e nem se quer vieram saber o que tinha acontecido; seja pelo mundo que está ao avesso e cada um olha ainda mais pro seu próprio umbigo.
Disso tudo eu só agradeço por não ter sido algo pior e pelas poucas pessoas que na situação lembraram que eu era ser humano e precisava de ajuda.

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