#Segue o som#

terça-feira, 8 de novembro de 2016

A Intolerância religiosa e da cor

Foto: Reprodução
Todos os anos fico afoita para ver o tema da redação do ENEM e nesse ano estava como chefe de sala. Só depois de coletar os dados biométricos dos participantes pude dá uma olhadinha no tema da temida dissertação argumentativa. Olhei e sorri. Explicarei o porquê.

Sou católica desde sempre, mas nunca tolerei a intolerância vivida por nenhuma religião. Nós (católicos) passamos por maus bucados nos tempos antigos, e ainda hoje em locais de guerra, onde nossa fé precisa ser cultuada nos “porões”. Mas, muito além de tudo isso, o povo de santo vive uma intolerância que perpassa tempos e gerações, e nenhuma outra crença é tão sofrida quanto essa.

Ontem, diante da efervescência que foi esse tema, muitos católicos se mostraram indignados pelo fato de ao falar intolerância religiosa automaticamente esse tema ser relacionado ao candomblé. E, sim, não tem como ser diferente. Além de todos estigmas, o povo de santo também, em sua maioria, é preto!

Penso que toda essa discussão vai muito além do culto a um Deus, aos santos ou aos orixás. Ela também é política e racial. Enquanto se tem um racismo enraizado em nosso país e um preconceito latente em todas esferas, a intolerância religiosa ainda será constante em nosso meio.

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